Super Cavaco a Presidente

2005/12/04

 
A campanha do ódio do doutor Soares

Porque será que Mário Soares está a levar a cabo uma campanha carregada de ódio contra o Professor Cavaco Silva? Já repararam que o senhor doutor Soares se julga o dono da verdade absoluta e que para ele Cavaco e os milhões de Portugueses que estão com ele, não merecem crédito nenhum? Afinal !!!
Queremos para nosso Presidente uma pessoa que respeite os Portugueses? ou uma pessoa que pouco mais tem a dar a Portugal para além do ódio? A campanha do doutor Mário chega a ser de bastante baixo nível. Portugal não precisa de más educações, mas sim de respeito e de gente que esteja na politica para ajudar os Portugueses a sair da crise em que se encontram.
Marcelo Ricardo Sousa

Comments:
A musica do cavaquinho ou a poesia de Alegre.






O primeiro confronto entre dois candidatos presidenciais revelou-se revelador das personalidades destes bem como as ideias que estes preconizam para Portugal.


Duas abordagem completamente diferentes expostas em distintas estratégias.Cavaco refugiou-se e muito no discurso tipo “ lugar comum” sempre na defensiva e também na periferia argumentativa e propositadamente privilegiou uma vez mais o mistério tentando demonstrar e fazendo prevalecer a sua eventual hermética sabedoria que lhe confere dois hipotéticos trunfos, o primeiro é de que não se expõe demasiado e confiando na sua carapaça politica exibe a imagem populista fruto do revivalismo politico que transporta e que é fundamentalmente responsável para já por uma certa preponderância a nível das sondagens. Em segundo, esta postura lhe permite abster-se de discutir mano a mano os grandes temas de interesse nacional acentuando sempre a tónica hipnotizante de eleitorado tipo:Cauda da Europa, Solidez da democracia, acesso a cultura, justiça educação, falar com sindicatos etc e tal procurando inverter claramente o bico ao prego ao não habilmente chamar a si a responsabilidade ainda que parcial do estado actual das circunstancias bem como a ausência de especificidade discursiva que nos permitisse perceber como tenciona tirar o pais da cauda da Europa, como concretamente procurara fomentar a solidez da democracia e acesso e reciprocidade benigna das instituições de utilidade publica a toda a sociedade civil.


Salta a contradição de postura e de acção visto Cavaco enquanto economista ser um mestre da estatística e possuir uma ideia profunda e abrangente nestas matérias, aqui reside também o busílis da questão e ajuda a explicar que embora mostre preponderância nas sondagens, este mostra uma descida continuada das intenções de voto.O fenómeno Cavaco se assim se pode dizer esta indubitavelmente associado a um Portuguesismo determinismo politico que quando olhado superficialmente em primeira analise faz com que o Português médio semi resignado e pouco combativo vote em cavaco sem pestanejar e sem necessidade de o ouvir muito como que endossando e atribuindo o beneficio de duvida a este, é também neste acomodado factor que Cavaco se refugia grandemente.Tendo em conta um certo ambiente de resignação e certo desencantamento Nacional principalmente a nível económico a postura macambúzia de Cavaco é objectivamente e uma vez mais contraditória na medida em que um Politico de topo e que aspira ao mais alto cargo da nação tem necessariamente de abrir o jogo no respeitante a soluções objectivas para os problemas do Nação, combatendo o memorando abstraccionista periférico, fomentando a discussão das temáticas pertinentes e injectando através do dialogo raciocinado a confiança na forma e conteúdo de Portucalidade assumida.Cavaco é uma espécie de lebre a corrida presidencial e mais que ninguém terá que esgrimir argumentos em forma de actualidade politica bem como prestar contas pelo resvalo económico no advento e pós-CEE em que este nem por sombras precatou a sustentabilidade do estado e sua engrenagem.



Cavaco abordou o défice económico, justiça, educação exactamente ao mesmo nível ou seja mostrou-se confinado a sua visão economicista e fez sobressair uma certa deficiência de formação ao não contemplar o défice cultural, o défice de sustentabilidade da demografia, o défice de coesão social e até da historia de Portugal enquanto referencial passado futuro para os Portugueses, tudo isto a posteriori incisivamente focado por Manuel Alegre.




A maquina partidária como arma de arremesso foi prontamente usada por Cavaco procurando claramente tirar partido da confusão que Soares fez gerar no seio do PS , contudo urge esclarecer que o mérito de Manuel Alegre ao concorrer a Presidência da Republica é muito maior quando a emancipação partidária de aparelho prevalece.Cavaco, lesto tratou logo de frisar que era um candidato apartidário e livre maquinas partidárias quando toda a gente assiste a obvia maquina partidária do PSD e até do CDS na ressalva da sua candidatura.O não assumir, a militância subliminar, velada, o condicional aparelhistico o temor ambíguo de nebola, o nem é carne nem peixe convenientemente espelhado no apoio comprometedor por de traz da cortina, o acertar no cravo e na ferradura simultaneamente como se a imparcialidade politica estivesse contida no partido e não no candidato é a semelhança de Soares também uma evidencia redutora em Cavaco.




Não é deveras e assaz de admirar toda esta parafernalia argumentativa Sebastianista.Todo o revivalismo do Cavaquismo nos surge novamente na retina e a argumentação periférica, defensiva, inócua, do chamado discurso de “minuta”, uma espécie de cassete de Direita volta novamente, sem novidades e que até com um certo bolor nos remete ao saudosismo do memorando de pouco dizer para não comprometer.O modus operandi cavaquista espelha-se e se revê em alguns dos seus fieis seguidores, os avanços da doutora Manuela Ferreira leite enquanto ministra da educação e posteriormente finanças nos passam despercebidos e a moralidade de Cavaco para falar em formação e Cultura é absurda pois este em relação aos fundos estruturais oriundos da então CEE foram desbaratados em um corrupto e inócuo clientelismo sem precedentes, sectores como a educação, a escola publica e Cultura vilmente pouco ou nada lucraram, antes pelo contrario, se vive ainda o limbo estrutural nestas materias.As taxas de juro que são definidas no epicentro Europeu fazem estremecer a economia e revelam a fragilidade da mesma não precatada no advento Europeísta pelo pleonasmo do Cavaquismo.



A pátria dos Poetas assistiu também a destreza, sensibilidade, visão e capacidade de expressão de Manuel Alegre, demonstrou e não só por ser um dos mais extraordinários poetas do nosso tempo mas também por ter exposto uma opinião própria e muito fundamentada acerca do passado, presente e futuro de Portugal.Manuel Alegre provou ter argumentos para esgrimir taco a taco com Cavaco ou com qualquer Candidato.Ficou também dissipada qualquer duvida se Alegre teria ou não competência para ocupar o mais alto cargo da nação.





Alegre voltou a demonstrar que pretende fomentar o consenso evitando o confronto primário de facções, a candidatura de Manuel Alegre traz um traço de concilio e sanctuarium politico a esquerda também.Alegre emanando a sua genuinidade construtiva de esquerda demonstrou claramente deter argumentos para trazer outro alento ao núcleo duro da classe media apresentando-nos o conceito de cidadania, emancipação de determinismos de engrenagem de partidos fomentando a identidade Nacional, a erradicação e exorcismo do medo de represálias varias e também privilegiando um olhar sério pela nossa cultura passada e futura. Frisou oportunamente também e bem que Portugal não necessita de mais um ministro das finanças mas tão somente de um Genuíno Presidente da Republica.


Se estivermos atentos, veremos que Manuel Alegre no seu manifesto propõe um pacto de regime consensual entre as forças partidárias com o intuito objectivo de resolver os problemas mais graves com que o País se depara, o emergir do discurso sumptuoso porem vazio cavaquista contrasta claramente com a intenção materializada de em primeira analise promover o dialogo advindo daí as soluções.Oportunamente Alegre se insurgiu contra o conceito de Cavaco de “Cooperação estratégica”, o Presidente da Republica é simultaneamente o comandante supremo das Forças Armadas o que nos remete para a perigosidade deste conceito na medida em que a preponderância e não a complementaridade e simbiose parece prevalecer no seu conceito lato.


A realçar a diplomacia do debate bem como o pertinente alinhamento das perguntas efectuadas principalmente por Rodrigo Guedes de Carvalho.Os candidatos fizeram jogo limpo coisa que não acredito que aconteça com Soares e Jerónimo, sinceramente.




Jorge Batista de Figueiredo
 
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