Super Cavaco a Presidente

2005/12/27

 
Cavaco em Belém não ficará de braços cruzados
e essa é a grande diferença

O JN publica hoje, 27 de Dezembro, uma entrevista a Cavaco Silva onde este afirma que a decisão de se candidatar “foi difícil de tomar. Tinha a vida muito organizada. E gostava do que estava a fazer.”. Sobre o risco de perder disse que “O risco maior era eu ter ficado mal comigo próprio se não tivesse avançado.”.

Caso seja eleito, este candidato independente gostaria de ter como primeira tarefa “uma conversa longa com o Primeiro-Ministro.”. Sobre a participação nos Conselhos de Ministros diz que “não sou muito favorável a isso, excepto em momentos de crise em que o presidente queira manifestar solidariedade muito forte para vencer uma situação.” e justifica “o presidente não deve participar no processo politico de decisão próprio do Governo.”.

Quanto ao contacto com os portugueses responde “Não ficarei fechado no Palácio de Belém”, destacando a importância do Norte que “deve merecer uma atenção especial da parte do líderes políticos, na medida que tem uma tradição importante de exportação.”.

Mostrando a sua preocupação sobre uma magistratura passiva diz que “Deus queira que não tenhamos um Presidente da República que tenha a ideia de que não pode fazer nada. O presidente deve pensar que pode fazer.”.

Concorda que “Os factores psicológicos são muito importantes na evolução de um país porque determinam as expectativas. A credibilidade e a confiança são factores psicológicos importantes para gerir as expectativas em face do futuro.” e concretiza “ O Presidente da República tem muita influência pela imagem que projecta. Ele tem de ser um exemplo de seriedade, de honestidade, de rigor, de defesa do interesse nacional, de intransigência em relação à corrupção e ao laxismo na despesa.”. Recorda “a legitimidade que o presidente tem pelo facto de ser eleito directamente pelo povo.”.

Declarou-se surpreendido com a insistência de Mário Soares em ter sido o garante da estabilidade afirmando “pode ler-se um artigo que Jorge Lacão escreveu sobre o congresso “Portugal que futuro?”, onde diz que foi das iniciativas mais agitadoras para o PS.” e acrescenta “o dr. Soares se esqueceu das declarações do dr. Vítor Constâncio quando este saiu da liderança do PS.”, para depois rematar referindo-se à tese de mestrado de Estrela Serrano (antiga assessora de Soares) “onde está escrito, de forma lapidar, como eram manipulados os jornalistas”. Conclui dizendo que sempre foi a favor da estabilidade politica, lembrando “Até disse aos portugueses que, se não quiserem dar a maioria ao meu partido, a dessem a outro.”.

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