Super Cavaco a Presidente

2005/12/22

 
Interpretação correcta das sondagens
No dia de 20 de Dezembro o Diário de Noticias publicou um trabalhou sobre uma sondagem realizada entre os dias 13 e 16 de Dezembro, em que foram entrevistadas 812 pessoas, das quais 71.7% manifestaram a preferência por um dos candidatos. Curiosamente este valor é cerca de 10%,15% superior ao número de votantes que se vêm verificando nas eleições legislativas e presidenciais dos últimos dez anos:

· Legislativas de 2005, votaram 64.26% e abstiveram-se 35.74%
· Legislativas de 2002, 62.34% e 37.66%
· Legislativas de 1999, 61.84% e 38.16%
· Legislativas de 1995, 67.14% e 32.86%
· Presidenciais de 2001, 50.93% e 49.07% (Reeleição de Jorge Sampaio)
· Presidenciais de 1996, 66.37% e 33.63%

Na referida sondagem, as preferências dos inquiridos distribuem-se da seguinte forma:

· Cavaco Silva, 57.9%
· Manuel Alegre, 16.2%
· Mário Soares, 14.8%
· Francisco Louça, 5.8%
· Jerónimo de Sousa, 5.3%

Dias antes, na edição de 17 de Dezembro, o Expresso apresentou os resultados de uma sondagem envolvendo 2069 entrevistas efectuadas entre os dias 11 e 14 de Dezembro:

· Cavaco Silva, 55.5%
· Mário Soares, 20.4%
· Manuel Alegre, 12.5%
· Jerónimo de Sousa, 5.7%
· Francisco Louça, 4.8%

Antes do início dos debates, decorreu entre os dias 30 de Novembro e 2 de Dezembro uma sondagem abrangendo 560 entrevistas, cujas conclusões, publicadas pelo Correio da Manhã na edição de 6 de Dezembro, indicam as seguintes preferências:

· Cavaco Silva, 50.9%
· Mário Soares, 14.7%
· Manuel Alegre, 12.5%
· Jerónimo de Sousa, 5.1%
· Francisco Louça, 4.1%
· Indecisos, 12.7%

Ignorando os indecisos obtêm-se os seguintes resultados:

· Cavaco Silva, 58.3%
· Mário Soares, 16.8%
· Manuel Alegre, 14.3%
· Jerónimo de Sousa, 5.8%
· Francisco Louça, 4.7%

Estes trabalhos revelam uma tendência fortíssima e duas dúvidas:

· Cavaco Silva tende para uma vitória à primeira volta.
· A posição relativa entre Mário Soares e Manuel Alegre ainda está em discussão
· Idem entre Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã

O Expresso vai publicar no dia 23 de Dezembro os resultados de uma sondagem a efectuar após os debates. Possivelmente, na próxima semana outros órgãos de informação apresentarão conclusões de outras sondagens. Portanto, até final do ano, antes da campanha entrar na recta final, haverá uma ideia consistente quanto à possibilidade da eleição ficar resolvida já a 22 de Janeiro.

No que respeita à campanha eleitoral o essencial concluiu-se com o último debate. Se as próximas sondagens confirmarem a tendência já manifestada, apenas um acontecimento extraordinário poderá alterar o desfecho das eleições do dia 22 de Janeiro.

De qualquer dos modos, Cavaco Silva aproveitará a sua enorme base de apoio popular para criar um efeito galvanizador, que tão bem fez em 1987 e 1991 quando obteve mais de 50% dos votos, para mobilizar os seu potenciais eleitores e, muito importante, captar os indecisos.

Aziz Issá
azizissa@altalogica.pt

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