Super Cavaco a Presidente

2005/12/17

 
O que pensam os Portugueses
Debates Presidenciais criam "azedume" nos anti-Cavaco

Cavaco Silva vem melhorando o seu desempenho de debate para debate. Com Jerónimo de Sousa esteve descontraído e cilindrou-o. Este oponente ofereceu-lhe uma soberba oportunidade para enaltecer os feitos do seu governo no domínio social e desenvolver um discurso humanista e moderno, aproveitando pelo caminho para esvaziar as críticas dos restantes candidatos. Cavaco Silva demonstrou de forma clara que o desenvolvimento de politicas sociais depende do desenvolvimento económico. A um simpático mas soviético Jerónimo de Sousa que foi buscar ideias ao “baú das velharias”, contrapôs-se um Cavaco Silva virado para o tempo presente e futuro, o século XXI. As sondagens demonstram que Cavaco Silva consegue ir buscar votos ao eleitorado comunista. Com este debate agarrou essa parte que tem apetência para votar nele.

No dia seguinte Manuel Alegre e Mário Soares ofereceram um espectáculo de azedume. Muitos estarão a perguntar-se como podem estes senhores de provecta idade, fundadores e ora divisores do seu próprio partido, unir os portugueses, se nem o seu próprio espaço politico conseguem unir, numa batalha politica que consideram crucial? Não será isto uma demonstração da sua falta de discernimento ou da colocação de motivações pessoais acima do interesse colectivo? E logo eles que são socialistas, uma ideologia colectivista?

O debate foi uma constante de despiques acesos em que Mário Soares com uma certa sobranceria procurou trazer ao de cima a inexperiência politica de Manuel Alegre que por sua vez demonstrou com acutilância a contradição republicana da candidatura do ex-Presidente da República. Ambos desenvolveram um discurso algo antiquado e longe dos problemas que afligem os portugueses o que não admira. Mário Soares candidata-se porque quer impedir Cavaco Silva de chegar a Belém. Manuel Alegre que esteve relutante em candidatar-se, apenas decidiu avançar porque Mário Soares o ultrapassou de forma indigna e o seu próprio partido o humilhou publicamente. Fragilizaram-se mutuamente e o vencedor acabou por ser Cavaco Silva que pairou como uma sombra por força das referências que ambos os candidatos socialistas não resistiram a efectuar. Há fraquezas que são mais fortes do que a própria razão.

Os candidatos anti-Cavaco depositaram largas esperanças nos debates, mas os tiros estão a sair pela culatra. Cavaco Silva vem ganhando os seus debates e os outros apesar do visível esforço tácito de não se agredirem, acabam por se prejudicar de modo recíproco porque em última instância têm de defender o seu interesse particular.

Um sinal do desnorte que vai entre os anti-Cavaco são as afirmações preparatórias do alijar de responsabilidades na hora da derrota.

Aziz Issá
azizissa@altalogica.pt

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