2005/12/30
Votar em Mário Soares ou em Alegre, é um tiro no escuro
Os portugueses têm ouvido nesta campanha criticas à governação de Cavaco Silva, como nunca ouviram. Agora, num cúmulo de desfaçatez, todas as culpas da situação actual são da responsabilidade daquele ex-Primeiro-Ministro, como se não tivesse existido a governação de António Guterres que proporcionou aos portugueses seis anos de boa-vida, tão confortável era a situação que lhe tinham deixado.
Ao escutar essas criticas ficamos com a sensação que foram suprimidos do calendário os anos que mediaram entre 1995 e 2005, tal é o descaramento. Cavaco Silva tem razão quando fala de inverdades e deturpações, bem como, de uma grande injustiça. Para se avaliar com seriedade um período de dez anos de governação, apenas se pode fazê-lo de forma global e há que ter em conta os relatórios de entidades insuspeitas e a opinião de pessoas de indubitável autoridade e independência, como Jacques Delors (http://www.cavacosilva.pt/?id_categoria=48&id_item=6846), o lendário Presidente da Comissão Europeia que exerceu o cargo entre 1985 e 1994 e membro do Partido Socialista Francês.
Se alguém entende que Cavaco Silva governou mal, então o que deve pensar essa pessoa da governação de António Guterres? E de pessoas, politicamente falando, como Mário Soares e Manuel Alegre que foram seus apoiantes?
Apesar do descalabro financeiro que esta governação provocou, Mário Soares, que se gaba de ser um visionário, nunca levantou a sua voz para denunciar ou antecipar a mesma, porque não sabia ou porque não convinha. E de Manuel Alegre, que sempre foi um disciplinado deputado do partido responsável por esses desastrados governos, ninguém ouviu algum protesto contra tão prejudicial desempenho. Hoje, milhões de portugueses sofrem com a situação provocada por essa péssima governação.
Já agora, que garantias de independência podem eles dar ao país?
Uma das diferenças entre Cavaco Silva e os outros dois candidatos é que o primeiro sabe que quando a economia e as finanças estão mal, tudo o resto falha a começar pelos aspectos sociais, os outros como pouco percebem destas matérias, preferem desvaloriza-las. O verdadeiro perigo está nisto, eleger alguém que não entende de matérias de que depende o nosso futuro e não tenha independência suficiente para denunciar ao país se algo de errado estiver a ser feito. Com Cavaco Silva ganhamos a vantagem de evitar desvios perigosos e o único risco que corremos é ter melhores dias no nosso país.
Votar em Mário Soares ou Manuel Alegre é uma aposta no escuro. Votar em Cavaco Silva é votar no inconformismo, na esperança e na vontade indomável do nosso Povo de vencer. A mesma vontade e o mesmo sentido de risco que nos levaram a dar novos mundos ao mundo. Vamos eleger Cavaco Silva para Presidente da República. Por um Portugal Maior.
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